Dois novos caminhos para a vitória: Reserva Ancestral e Estandarte da Ascensão
Faça do Banco uma fonte de novas jogadas ou construa um campo que herda forças a cada evolução. Conheça as mecânicas e algumas das cartas dos dois decks de Sky World.

Uma reserva bem preparada pode mudar o rumo da partida. Uma evolução bem escolhida pode carregar a força de quem veio antes. Reserva Ancestral e Estandarte da Ascensão exploram essas duas ideias com cartas que se conectam: de um lado, administrar Essências e controlar a corrida da Fé; do outro, desenvolver personagens sem deixar seus Legados para trás.
RESERVA ANCESTRAL: O BANCO TAMBÉM FAZ PARTE DA ESTRATÉGIA
Neste deck, o Banco não serve apenas para cumprir requisitos. Ele também sustenta habilidades, guarda personagens que podem voltar à sua mão e fortalece efeitos quando sua reserva cresce.
A primeira diferença importante é entre Bloquear e Consumir. Consumir uma Essência retira aquela carta da partida. Bloquear mantém as Essências no Banco, mas reserva parte da sua capacidade até seu próximo turno. O bloqueio é de quantidade: você não precisa escolher uma carta específica para prender. Isso permite fazer uma jogada agora sem reduzir permanentemente o Banco, mas exige planejar quanto ficará disponível para as próximas ações.
Dudurima, Vigia da Reserva: canalizar e preparar o próximo passo
Ao canalizar, Dudurima pode usar Depositar 1: você envia uma carta da mão ao Banco como Essência, já disponível para uso. Assim, a mesma jogada que avança sua Fé ajuda a preparar recursos. Existe um limite importante: apenas um Depósito por turno, compartilhado entre suas cartas.
Mili, Fagulha do Vínculo: transformar reserva em força
Com o Banco preparado, Mili oferece um uso direto para ele. Ao entrar, pode pagar Bloquear 1 para usar Inspirar 2: um aliado recebe +2 de Poder naquele turno. A decisão é concreta: reservar parte do Banco agora para melhorar um combate, sem consumir uma Essência para esse efeito.
Gili, Leitora de Vestígios: escolher o que fica na mão e no Banco
Nem sempre a carta de que você precisa está na mão. Ao entrar, Gili pode Permutar entre cartas do mesmo estágio: primeiro traz uma Essência disponível do Banco para a mão e depois envia outra carta da mão ao Banco. A carta enviada fica disponível imediatamente. É uma troca, não uma compra extra nem um aumento automático do Banco.
Gili ainda permite despertar imediatamente a carta recebida com requisito reduzido em 2, até o mínimo de zero. Esse despertar usa um dos seus despertares do turno e continua exigindo o consumo e a etapa anterior, quando houver. A vantagem está em recuperar a peça certa e facilitar sua entrada, não em ignorar as regras de evolução.
Bastian, Força Contida: crescer junto com sua reserva
Reserva 6 significa ter pelo menos seis Essências no Banco. Bastian mostra essa condição de maneira simples: seu bônus contínuo de Poder é +2; com Reserva 6, passa a +3, em vez de +2. Guardar recursos não é apenas preparar uma jogada futura: pode fortalecer o campo que você já construiu.
Dudurima, Voz do Reservatório: ganhar tempo na corrida da Fé
A versão de estágio II de Dudurima transforma essa reserva em controle. Ao ativar sua habilidade e pagar Bloquear 2, a primeira canalização do rival no próximo turno dele não concede Fé. Com Reserva 6, são as duas primeiras.
O rival ainda canaliza; o que é negado é o ganho de Fé. Há uma contrapartida: no início do seu turno, Dudurima perde 1 de Poder. A proposta não é interromper o rival para sempre, mas abrir uma janela para a sua própria estratégia avançar.
Morteus, Guardião das Reservas: reabrir espaço para agir
O Herói conecta essas escolhas. Depois de cumprir seu requisito de duas evoluções, Reabrir as Reservas desbloqueia 2 Essências bloqueadas por suas habilidades. Com Reserva 6, desbloqueia 4, em vez de 2. Ele não cria Essências novas nem recupera as que foram consumidas: libera capacidade que já estava no Banco.
O plano do deck fica claro: desenvolver o Banco com Dudurima, usar suas reservas em efeitos como o de Mili, recuperar peças com Gili e escolher quando restringir a Fé rival. Morteus ajuda a liberar os recursos comprometidos para continuar jogando. A ordem dessas ações importa tanto quanto as cartas escolhidas.
ESTANDARTE DA ASCENSÃO: EVOLUIR SEM ABANDONAR O LEGADO
Estandarte da Ascensão trata a evolução como uma construção. O personagem que chega fica mais forte, mas algumas cartas que vieram antes continuam contribuindo por meio de Legado + Fixe. Ao mesmo tempo, o deck recompensa manter personagens de diferentes estágios no campo.
Anastacia, Estandarte da Ascensão: uma forma diferente de pagar evoluções
A habilidade contínua da Heroína, Traçar a Sucessão, substitui o consumo das suas evoluções por bloqueios: cada ponto de consumo se torna Bloquear 2. Uma evolução que consumiria 1 passa a bloquear 2; uma que consumiria 2 bloqueia 4.
Essa substituição é obrigatória e vale para evoluções, não para todos os personagens ou todos os custos do jogo. O requisito e a etapa anterior continuam sendo necessários. O Banco não diminui com esse pagamento, mas parte da capacidade fica temporariamente comprometida. Evoluir continua sendo uma decisão de recursos.
A Guarda Real: um exemplo de Legado em três estágios
Guarda Real, Aprendiz do Estandarte, apresenta Legado + Fixe. Quando é substituída por uma evolução, fica ligada ao personagem evoluído em vez de simplesmente deixar de participar. Essa Fixação pode ser consumida para impedir uma destruição por combate ou execução daquele personagem.
Depois, Guarda Real, Escudo da Ascensão, também deixa um Legado quando é substituída: fica fixada e concede +2 de Poder. Se você mantiver o primeiro vínculo e continuar a evolução até Guarda Real, Bastião do Estandarte, o personagem pode carregar a proteção herdada do Aprendiz e o bônus do Escudo. Se uma Fixação já tiver sido consumida, ela não reaparece.
O próprio Bastião ganha proteção contra uma destruição por combate sempre que fica vulnerável, até ficar pronto novamente. Essa sequência mostra a identidade do deck: o resultado não depende apenas da carta final, mas também dos efeitos que foram preservados durante o caminho.
Combo em destaque: Charles executa o rival e o Legado o mantém em campo
O Legado protetor da Guarda Real também pode sustentar uma jogada ofensiva. As peças são Guarda Real, Aprendiz do Estandarte, Charles, Mestre da Formação, e Charles, Arquivo Vivo.
Primeiro, prepare a proteção. Ao entrar, Charles, Mestre da Formação, pode pagar Bloquear 1 para trazer uma carta com Legado + Fixe disponível do seu Banco e fixá-la em um aliado. Escolha o Aprendiz do Estandarte e ligue-o a Charles, Arquivo Vivo. Assim, o Charles de estágio III recebe a proteção contra destruição por combate ou execução. Esse é o custo da habilidade ao entrar; usar a habilidade da mão também exige os custos próprios desse uso.
Agora, com Charles, Arquivo Vivo, pronto e fora de Preparação, canalize para ganhar Fé. Ao ficar vulnerável, ele pode escolher um aliado — inclusive ele mesmo — e um inimigo vulnerável para sua habilidade. Escolha o próprio Charles como aliado.
A resolução executa primeiro o inimigo vulnerável, respeitando as proteções dele, e depois tenta executar o aliado escolhido. É aí que o Legado faz a diferença: a Fixação do Aprendiz é consumida para impedir a execução de Charles. Se o inimigo não impedir sua execução, ele vai ao Banco do dono; Charles permanece em campo, vulnerável, e a carta da Fixação sai da partida.
O resultado combina Fé e remoção de um inimigo sem perder o próprio Charles, usando uma proteção que você preparou antes. Não é imunidade permanente nem vale para qualquer Fixação: a proteção precisa impedir execução, e é gasta ao salvar o personagem. Um escudo que protege apenas contra combate não resolve essa jogada. Para repeti-la com a mesma segurança, será necessário preparar outra proteção válida.
Anastacia, Estandarte Crescente: o campo abre novas possibilidades
Ao entrar, a Anastacia de estágio II pode despertar uma carta de estágio I disponível no seu Banco, sem gastar um despertar do turno. Com Apogeu — isto é, com um personagem de estágio III no seu campo — a escolha também pode ser de estágio II ou III.
Apogeu amplia as opções, mas não elimina requisito, consumo ou etapa anterior. Ter um estágio III cria novas possibilidades; não permite saltar livremente para qualquer evolução.
Leon, Voz do Legado: por que manter estágios diferentes?
Apogeu pede um estágio III. Formação é outra condição: ter personagens de estágio I, II e III simultaneamente no seu campo. Não basta já ter passado por esses estágios durante a partida; os três precisam estar presentes.
Leon, Voz do Legado, recompensa essa construção. Ao sobreviver atacando, pode pagar Bloquear 3 para usar Revigorar 1, deixando outro aliado vulnerável pronto novamente. Com Formação, usa Revigorar 2 em outros aliados, em vez de 1. Personagens em Preparação não podem ser escolhidos por esse efeito.
Isso cria uma decisão interessante: nem sempre evoluir todos os personagens o mais rápido possível é a melhor maneira de aproveitar o deck. Preservar representantes dos três estágios pode liberar um efeito mais forte e devolver ações importantes aos aliados.
QUAL ESTRATÉGIA COMBINA COM VOCÊ?
Reserva Ancestral convida você a administrar o Banco, alternar recursos disponíveis e bloqueados, recuperar peças e interferir na corrida da Fé. Estandarte da Ascensão valoriza a sequência das evoluções, os Legados preservados e a composição do campo.
Os dois decks compartilham o uso de bloqueios, mas os empregam de formas diferentes. Na Reserva, eles alimentam uma rede de habilidades. Na Ascensão, também mudam o pagamento das evoluções e ajudam a sustentar a construção de personagens cada vez mais completos.
Confira as listas na área de Decks prontos e veja as cartas necessárias para montar cada estratégia. Depois, conte para a comunidade: você prefere preparar uma grande reserva ou construir um Legado que cresce a cada evolução?